Minha filha e eu temos na nossa rotina a hora da estória. Sempre antes de dormir, leio livros infantis para ela, sejam trazidos da escola, sejam livros que ela possui.

Neste momento, revezamos entre ela escolher um livro e eu reservar um novo livro para descobrirmos juntas uma nova estória.

E a dica de hoje é o livro: Tudo Bem Ser Diferente!

Editora Panda Books

Autor Todd Parr.

“O livro Tudo Bem Ser Diferente trabalha com as diferenças de cada um de maneira divertida, simples e completa, alcançando o universo infantil e trabalhando com assuntos que deixam os adultos de cabelos em pé, como adoção, separação de pais, deficiências físicas, preconceitos raciais, etc.”

É uma forma de ensinarmos às crianças que as diferenças entre as pessoas existem e devem ser respeitadas.

Sempre após a leitura, a minha filha repete a estória contada da sua maneira.

Gostou? Envie você também a sua dica! Seja Colaboradora.

Abraços, Mari.

Retorno ao Pneumologista

2 de abril de 2014

Ontem foi dia de retorno ao Pneumologista. E hoje, trago as informações sobre a nossa consulta.

Como contei para vocês no post A descoberta da Alergia à Proteína do Leite de Vaca, descobrimos a APLV da nossa filha há cerca de 1 ano, após uma internação por pneumonia. Até então, vínhamos tratando os sintomas como rinite alérgica e asma.

Para todos os médicos alergistas e pediatras, me queixava da impressão de que ela estava sempre resfriada, falando pelo nariz, dormindo de boca aberta e em alguns momentos com certa dificuldade para respirar. A cada crise, mais uma receita com antibiótico, e lá íamos nós lidar com a baixa imunidade.

Ao sairmos do hospital após a internação da pneumonia, o pneumologista nos orientou a retornarmos após 40 dias. Mas, ao entrar em contato com o hospital para marcação do retorno como consulta, fui orientada de que ele não estava mais atendendo através de consultas.

Foi então que encontrei na net o Dr. Rubens, do Centro de Assistência ao Bebê Chiador e prevenção de Doenças Crônicas na Infância e Adolescência. Com ele, iniciamos o tratamento da Alergia, Refluxo e Baixa Imunidade.

A Alergia vem sendo tratada com a dieta de exclusão do leite de vaca, que segundo o Dr. Rubens, minha filha deve permanecer até o meio do ano. De acordo com o doutor, em julho devemos retornar em nova consulta para avaliarmos se nesta época realmente serão reintroduzidos alimentos com proteínas do leite de vaca. E, ela deve continuar com o Singular Baby, remédio para controle da asma, já que a APLV ataca o seu sistema respiratório.

O Refluxo é tratado com algumas medidas como comer devagar e evitar deitar-se após as refeições. Neste mês, minha filha deixou de tomar mamadeira e passou a tomar o seu “tetê”, bebida de soja com chocolate do Padre, no copo sem tampa, com canudo. Deixar a mamadeira ajudou muito no tratamento do refluxo, pois ela deixou de inclinar-se para beber.

A baixa imunidade vem sendo tratada com duas doses diárias de vacina sub-lingual.

Desde o início do tratamento até hoje, podemos contar nos dedos as vezes que minha filha ficou gripada. A sua melhora é perceptível por todos que a conhecem. O tratamento ainda não terminou, é moroso, mas o estamos cumprindo com muita paciência.

Além disso, sempre que a minha filha é picada, seja por inseto, ou toma um vacina subcutânea, o local da picada inflama. Este também é um sintoma que o Dr. Rubens associou à alergia. Por isso, temos tomado também o máximo de cuidado com pernilongos e outros insetos.

O Dr. Rubens, possui um Blog com informações valiossíssimas sobre o “Bebê Chiador”. No Blog há relatos de pais de crianças tratadas na clínica e há também posts com informações esclaredoras sobre as causas, sintomas e tratamentos. Para acessar o Blog, clique aqui!

Seu filho(a) também possui APLV? Deixe aqui a sua indicação de profissional da saúde com o qual ele(a) faz o tratamento.

Um abraço, Mari.

Quando a minha filha apresentou o primeiro sinal de alergia alimentar (a princício desconfiamos de intolerânica a lactose, e somente após 3 anos descobrimos a alergia à proteína do leite de vaca), soube de dois casos de intolerância a lactose, o primeiro no meu trabalho e o segundo da sobrinha de um casal de amigos.
Alguns meses depois de descobrirmos a alergia da minha filha à proteína do leite de vaca, a minha irmã passou a ter reações indesejadas ao consumir determinados alimentos e foi diagnosticada com alergia alimentar. E agora, a filha de uma amiga que somente se alimenta com leite materno, apresentou sangue nas fezes e foi diagnóstica como APLV (Alergia à proteína do leite de vaca). A minha amiga está fazendo a dieta de restrição à proteína do leite de vaca para continuar amamentando o seu bebê. Já falamos sobre esta dieta aqui.

De acordo com uma matéria do ESTADÃO/Saúde, no Brasil, embora não haja dados oficiais, os especialistas também observam um aumento na procura por médicos e tratamentos. Estima-se que entre 20% e 30% dos brasileiros tenham algum tipo de alergia – os alérgicos a alimentos seriam 8% das crianças e 2% dos adultos.
Renata Cocco, diretora da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia (Asbai) e especialista em alergia alimentar, diz que grande parte das reações está ligada a uma predisposição genética, mas os fatores ambientais contribuem, cada vez mais, para o crescimento de queixas.
Ana Paula Castro, médica especialista em alergia alimentar do Instituto da Criança, no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, conta que como ainda não há cura para alergias, a melhor forma de lidar com o problema é evitar o contato e a ingestão dos alimentos tidos como perigosos para a saúde da pessoa. Deve-se procurar um profissional para fazer um diagnóstico correto e iniciar um tratamento.
Ainda de acordo com Ana Paula, a criança pode deixar de ser alérgica com o amadurecimento do sistema imunológico, à medida que cresce. Já quem desenvolve alergias depois de adulto, provavelmente terá de conviver com isso até o fim da vida.
Quando descobri a APLV da minha filha, li bastante sobre o assunto e aprendi muitas coisas. O site Alergia ao leite de vaca,  informa que além dos fatores influência genética/familiar e ambientais, outro fator associado à alergia alimentar, principalmente à proteína do leite de vaca é o contato precoce com o alimento. Ao nascer, o intestino e o sistema imunológico do bebê ainda estão em fase de maturação, ou seja, ainda estão “aprendendo” a fazer a digestão dos alimentos e a defender o organismo contra substâncias nocivas.
Com isso, sempre que posso, alerto amigas gestantes sobre a importância da amamentação. Inclusive, me lembro de ter conversado com esta minha amiga sobre o assunto dizendo que, talvez, se tivesse sido orientada pelo pediatra ou até mesmo minha GO sobre a introdução precoce da fórmula e sobre amamentação, de modo geral, tudo poderia ser diferente.
A Luciana Winck, do Blog Lu, mãe da Malu, fez um post sobre o assunto com perguntas que todas as mamães de crianças com APLV devem de ter feito pelo menos uma vez após a descoberta da alergia dos seus filhos:

  • Por que somente depois de ter um filho diagnosticado com a alergia é que temos esse tipo de informação?
  • Por que maternidades continuam dando leite de vaca para bebês que acabaram de nascer?
  • Por que pediatras continuam liberando “complementos” com leite de vaca para bebês antes dos 6 meses de idade, cujas mães “supostamente” não estão produzindo leite suficiente?
  • Por que quando você fala para o pediatra que está preocupada com a sua volta ao trabalho ou com a ocorrência de uma emergência que te impeça de amamentar ele não te incentiva a tirar leite materno e oferecer para o bebê num copinho ao invés de dar uma mamadeira com fórmula?

E, como a própria Luciana diz em seu Blog: perguntas sem respostas.

Trago abaixo, algumas informações importantes sobre Alergia Alimentar retiradas da mesma matéria do ESTADÃO/Saúde:

E você, tem notado o aumento dos casos de alergia alimentar? Deixe seu comentário.

Abraços, Mari.